Bartira
Bartira era filha de Tibiriçá e Potira. Seguindo o costume indígena, ao nascer recebeu o nome de M’bicy (que em tupi significa “flor da árvore”). Esse nome a acompanharia até o casamento com João Ramalho, quando passou a ser chamada de Bartira (palavra genérica usada para designar plantas com cheiro agradável e cor exuberante).
Para os índios Guaianás, o casamento entre pessoas de diferentes povos era uma forma de estabelecer alianças. Essa prática ficou conhecida como cunhadismo.
Ao receber o batismo dos jesuítas, adotou o nome de Isabel Dias.
Com João Ramalho, Bartira teve 12 filhos. Seus descendentes fizeram parte da elite da sociedade paulistana, espalhando-se por todo o Brasil. Um deles, o general Antônio de Souza Neto, participou do episódio da proclamação da República Rio-Grandense em 1836, durante a Revolução Farroupilha.
Isabel Dias, ou apenas Bartira, morreu em 1580, aos 87 anos.

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