Aeroporto de Congonhas
Desde 1920, o aeroporto que atendia a cidade de São Paulo era o Campo de Marte, localizado às margens do Rio Tiete, onde as chuvas frequentemente causavam alagamentos. Com isso, em 1935 foram feitos estudos pelo governo do estado com a intenção de prover a São Paulo um aeroporto que não estivesse sujeito às enchentes. A região de Congonhas então foi escolhida por suas condições naturais de visibilidade e de drenagem, longe das áreas de áreas alagadiças.
Na época, quando a cidade de São Paulo tinha 1 milhão de habitantes, a escolha do local foi criticada pelo fato de ser uma região descampada e distante.
O nome Congonhas é uma homenagem ao Visconde de Congonhas do Campo, Lucas Antônio Monteiro de Barros (1823-1851), primeiro governante da Província de São Paulo após a Independência do Brasil (1822).
Em 1936, a Auto-Estradas S/A comprou um grande terreno de um bisneto do Visconde de Congonhas, que era proprietário das terras onde seria construído o aeroporto. Essa construtora planejava urbanizar a região, chamando-a de Vila Congonhas. Com isso, a Auto-Estradas torna-se a maior interessada na instalação do aeroporto na região e como forma de pressionar o governo de São Paulo pela escolha do terreno, a companhia, por conta própria, construiu uma pista de terra para pousos e decolagens à margem da estrada de rodagem para santo Amaro (atual avenida Washington Luís).
Em março de 1936 a Auto Estradas S/A iniciou a construção de uma pista de testes no local onde hoje está o aeroporto. Para testar a viabilidade da área e também ouvir a opinião de aviadores, a empresa divulgou esta nota, em 12 de abril de 1936, nos jornais da capital paulista.
Em 12 de abril de 1936, pela primeira vez, o Campo de Aviação da Companhia Auto-Estradas foi utilizado publicamente em caráter experimental. Pilotos consagrados foram convidados para exibir-se e testar as condições de Congonhas para sediar o aeroporto. Em julho de 1936, com a construção de uma segunda pista de terra, companhias de aviação comercial passaram a utilizar o campo a pista de terra, que foi brevemente conhecido como Campo da VASP. Ainda no mesmo ano, no dia 15 de setembro, o governo de São Paulo finalmente adquiriu o terreno depois de chegar a um acordo com a Auto-Estradas quanto ao preço e o aeroporto passa então a ser denominado oficialmente como Aeroporto de São Paulo, sob a administração da Diretoria da viação da Secretaria da Viação e Obras Públicas do Estado de São Paulo.
Foto área de abril de 1936 mostrando o aspecto da então Villa Congonhas e a pista construída pela Auto-Estrada S/A.
100 mil pessoas assistiram as acrobacias aéreas, em 1938.
Em 1940, a Secretaria de Estado dos Negócios e da Viação estabelece que o Aeroporto seria administrado por um representante do governo do estado de São Paulo. Assim, o estado investiu sistematicamente em Congonhas, em especial no primeiro período e ao lado da pista, foi construída uma pequena estação de passageiros em linhas art déco que funcionou até 1948.
Foto de uma charrete que transportava os viajantes que desciam no Aeroporto de Congonhas. Eram tempos do racionamento de combustível imposto na cidade pela 2ª Gerra mundial.
Aeroporto de Congonhas, em 1950.
Aeroporto de Congonhas, em 1950.
Café e mirante no Aeroporto de Congonhas.
Embarque de passageiros no aeroporto de Congonhas, em 1960.
Avião da Aerovias Brasil, no aeroporto de Congonhas, na década de 1960.
Aeroporto de Congonhas, em 1968.
Aeroporto de Congonhas, em 1968.
Aeroporto de Congonhas, no início da década de 1970.
Aeroporto de Congonhas, em 1976.
Aviões da VASP no Aeroporto de Congonhas.
Aeroporto de Congonhas, na década de 1990.

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