Rua Roberto Simonsen (Rua do Carmo)
No dia 04 de maio de 1831, o vereador Cândido Gonçalves Gomide apresenta pela primeira vez na história da cidade, uma proposta para a alteração de denominações de logradouros públicos. Desejava ele "homenagear" o povo brasileiro pela abdicação (renúncia) de D. Pedro I ao trono brasileiro e apresentou a seguinte justificativa:

"para perpetuar-se a memória da gloriosa victoria conseguida no Rio de Janeiro pelo povo contra o poder injusto e iníquo, victoria que liberta a pátria do pesado jugo que a opprimia, se denominasse d´ora em diante a rua do Rosário - rua 7 de Abril, a de Santa Thereza - rua da Abdicação, o largo do Curso Jurídico - Praça da Liberdade, e o de São Gonçalo - Praça do Povo...".

Analisando a proposta, uma comissão composta por outros vereadores deu o seguinte parecer:

"reconhecendo o quanto é digna de se assignalar por maneira que faça perpétua a gloriosa Victoria conseguida no Rio de Janeiro no dia 7 de abril do corrente anno, por isso julga que merece ser tomada na devida consideração a indicação do senhor Gomide, não concordando contudo na parte que diz respeito ás novas denominações das ruas do Rosário (atual XV de Novembro), e Santa Thereza (depois denominada Rua do Carmo e posteriormente dividida em dois trechos: Rua Roberto Simonsen e Rua do Carmo)."
Na movimentada Rua do Carmo localizava-se o solar da Marquesa de Santos, ou palacete do Carmo, conhecido pelas festas que aconteciam ali.

A Rua do Carmo posteriormente se chamou Rua da Boa Morte, e hoje chama-se Rua Roberto Simonsen.

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